DataCenter Dinâmico e a Família System Center

Olá Pessoal,

O conceito de DataCenter Dinâmico não deve ser novidade para niguém. Na verdade, se você gerencia um datacenter ou um conjunto de servidores, deve se fazer algumas perguntas de vez em quando, no que diz respeito à automação de alguns processos, agilidade de algumas funções e etc. A ideia de DataCenter Dinâmico é justamente isso. Tentar fazer com o DataCenter seja utilizado ao seu poder máximo, fazendo utilização de ferramentas que gerenciam, operam, analisam, executam e automatizam o ambiente de servidores.

Com a utilização da Virtualização o conceito de Datacenter Dinâmico ganhou mais agilidade e hoje podemos ter uma maior eficiência do pessoal de TI que faz a gerencia do ambiente. Pensando em melhores práticas a Microsoft utilizou estudos do IDC, Gartner e MIT e publicou o que chamamos de Modelo de Maturidade de um Datacenter, também conhecido como CORE IO (Core Infrastructure Optimization).

Quando falamos de otimização de infraestrutura, existem 4 áreas básicas que analisamos. Plataforma de Sistema Operacional, Virtualização, Gerenciamento e Segurança. Na Microsoft temos os produtos/família de produtos correspondentes que são Windows Server 2008 R2, Hyper-V, System Center e Forefront. Cada uma destas linhas é analisada para identificar o estágio em que a organização se encontra. Para classificar estas organizações temos os seguintes estágios:

COREIO

Como você pode ver na imagem acima, temos 4 estágios em que uma organização pode ser classificada, dependendo do nível de maturidade de seus serviços de TI. Isso, porém, não quer dizer que um item afete o outro. Uma organização pode ter um grau avançado no que diz respeito à Segurança, mas não possui ferramentas de gerenciamento adequadas. Os níveis identificam o grau de, como dito acima, gerenciamento, operação, análise, execução e automatização de cada um dos pontos citados. Tomando segurança como exemplo, o estudo de maturidade não verifica apenas a utilização de um determinado produto, mas sim como a solução é utilizada. Por exemplo, do que adianta ter uma solução de anti-vírus, se esta solução não é capaz de gerar relatórios em tempo real do estado de contaminação das máquinas que estão na rede. Ou melhor ainda, do que adianta ter uma solução de anti-vírus se a organização não tem uma solução de gerenciamento de patches. Na parte de gerenciamento, é verificada a capacidade da organização não só de gerenciar o ambiente, mas a capacidade de integrar as ferramentas que fazem o gerenciamento, como por exemplo: Um alerta é gerado na ferramenta de monitoração e este alerta deve se tornar um chamado na ferramenta de Help Desk. É comum que as empresas tenham ferramentas de diferentes fornecedores que, muitas vezes, não falam entre sí. Com isso, acaba-se muitas vezes por adotar-se um processo manual ou as vezes nem isso.

Estes são apenas alguns exemplos que de análises que são feitas para identificar o nível de maturidade da organização. Obviamente, a análise é muito, mas muito mais completa. O importante é que o resultado irá classificar o nível que a organização está. E este é o ponto de partida para todo um trabalho que deve ser feito. Os níveis fornecem às organizações uma visão de como estão sendo utilizados os recusros e o que pode ser feito para que a organização possa avançar para um próximo nível.

No nível básico é identificado que a organização tem uma infraestrutura totalmente manual, dependente de seus administradores e que há pouca ou nenhuma gerencia do ambiente, o que faz com que TI seja percebida pela organização como uma área que não está alinhada ao negócio. No nível Padronizado, pode-se perceber uma pequena evolução com ferramentas simples de gerenciamento, mas muitos processos manuais e pouca integração. No nível racionalizado, a organização faz utilização de ferramentas que automatizam processos e pode-se perceber grande consolidação do ambiente e uma melhor utilização de recursos. Já no nível Dinâmico, percebe-se que TI está totalmente alinhada aos negócios, com processos bem definidos, automatizados e maior capacidade da equipe e do ambiente computacional.

Para que uma organização possa passar de um nível para outro, dentro deste estudo de maturidade, algumas soluções e orientações são propostas. Estas soluções e orientações são baseadas em 3 pilares:

Finger1

O primeiro Item pilar é Padronização e Virtualização. A padronização de Softwares e Hardware é um dos itens que pode trazer grande redução de custos para a organização. Apesar de custos de Hardware e Software representarem uma pequena parte do investimento feito em TI (Custos operacionais representam a maior parte do investimento no Datacenter), quando padronizamos o ambiente, podemos perceber que a administração do ambiente ao longo do tempo se torna mais simples, impactando diretamente na agilidade de TI. Virtualização é algo importantíssimo, também para agilidade, principalmente quando comparamo o processo de compra de um servidor físico, frente ao processo de criação de uma Máquina Virtual.

Finger2

Gerenciamento e Automação são o segundo pilar. É preciso que a organização tenha ferramentas de gerenciamento que permitem ter uma visão total do ambiente, independente de se o ambiente é físico ou virtual. É preciso olhar não só a performance de servidores, mas também o Sistema Operacional e suas aplicações. Além disso, é preciso que alguns processos sejam automatizados para que a equipe de gerenciamento não seja sobrecarregada com processos que poderiam ser executados de forma automatica, baseado em condições pré-definidas.

Finger3

Por último, mas não menos importante, temos o pilar de Integração. Hoje temos diversos fornecedores para todo tipo de produto de gerenciamento. Isso é ótimo do ponto de vista de que todo o ambiente pode ser monitorado e os administradores tem ferramentas para monitorar todo o ambiente. Mas isso traz mais uma dor de cabeça, que é o fato dos produtos não estarem integrados. Relembrando o primeiro pilar, a padronização pode resolver este problema, mas pode também, em alguns casos, tornar-se uma limitante. É preciso então, ter ferramentas que integram estes produtos que hoje não “falam” entre sí.

É aqui que entra a família System Center. Esta família de produtos de gerenciamento, permite uma visão completa de todo o ambiante, fornecendo ferramentas que permitem que os administradores tenham total controle do ambiente, seguindo todos os pontos que vimos acima.

SystemCenter

A família System Center entrega o que chamamos de Gerenciamento Fim-a-Fim. Trata-se de alguns produtos que, juntos, formam a família de gerenciamento completo. Hoje a família System Center tem 7 produtos principais (Outros produtos Cloud-Ready estão sendo adicionados à família, confira aqui). São eles:

- System Center Operations Manager: O SCOM é o responsável pela monitoração do ambiente e geração de alertas. O SCOM monitora servidores, equipamentos de rede e permite, através de uma API, que qualquer organização desenvolva o que chamamos de Management Pack. Os MPs são pacotes adicionais que permitem que o SCOM monitore de forma efetiva produtos não Microsoft. Existe hoje uma imensidão de MPs disponíveis através de parceiros ou iniciativas de open source como o Code Plex.

- System Center Configuration Manager: O SCCM é a ferramente de análise de ambiente. Com o SCCM podemos emitir inventários de Hardware e Software, assim como implementar remotamente novos softwares. O SCCM possui ainda um recurso de descoberta de máquinas que estão fora da conformidade e/ou regras da empresa.

- System Center Data Protection Manager: O DPM é a ferramenta de backp e restore da Microsoft. No Windows Server 2008 e 2008 R2, muita gente sente falta do NTBackup. O que essas pessoas provavelmente não sabem é que o DPM é a ferramenta de backup centralizado da Microsoft. O DPM permite agendamento de Backup seguindo a melhor estratégia de backup que sua organização decidir utilizar com suporte a Backup em Tape e integração com diversas aplicações para backup com VSS.

- System Center Virtual Machine Manager: O VMM, assim como o próprio nome diz, é o produto para gerenciamento do ambiente Virtual. Com o VMM você tem diversas ferramentas para melhor gerenciamento das VMs como suporte à P2V ou V2V (VMWare para Microsoft), gerenciamento cross-hypervisor (VMWare e Microsoft). O VMM tem também uma Biblioteca que permite que você mantenha recursos centralizados, disponíveis para as VMs, inclusive, templates de Máquinas Virtuais que aceleram a implantação de ambientes Virtuais.

- System Center Service Manager: O SCSM é a ferramenta de Help Desk da Microsoft, baseada em MOF (Framework da Microsoft que é baseado em ITIL) para Gerência de Incidentes, Gerência de Mudanças, Gerencia de Problemas e etc. O SCSM fornece diversas interfaces para cada pessoa da organização, como um Portal onde o usuário pode abrir um chamado ou solicitar um software, uma interface para os técnicos gerenciarem os chamados, uma interface para relatórios e etc. Tudo, seguindo as práticas de MOF e ITIL.

- Opalis: O Opalis é um produto que foi adquirido pela Microsoft em 2010 e basicamente faz orquestração do Datacenter e automatização de processos. O Opalis permite que você integre produtos que, nativamente, não falam entre si. Para isso, são utilizados Integration Packs. Hoje o Opalis integra, além da família System Center, 32 produtos que trazem os ICs junto com a instalação do Opalis. (Novos ICs são lançados ao longo do tempo)

- AVI Code: O AVI Code também foi um produto adquirido em 2010, e permite que os IT Pros tenham uma visão mais detalhada e profunda das aplicações .NET que rodam em seu ambiente. O AVI Code fornece detalhes das aplicações, como por exemplo, quanto tempo um select está demorando para ser executado, permitindo que o IT Pro detecte se um problema de performance é resultado de um servidor problemático ou de uma aplicação mal escrita.

Esse é um breve resumo dos produtos da família System Center. É preciso entender que a integração destes produtos traz ainda mais resultados, como o Pro Tips que é o resultado da integração entre SCOM e SCVMM. O PRO Tips permite que algumas tarefas sejam executadas quando um alerta é gerado. Por exemplo, quando você tem uma Web Farm com problema de lentidão devido ao alto número de acessos, temos a opção de integrar estes produtos para automatizar a criação de VMs e integrá-las à Web Farm, resolvendo o problema de lentidão no acesso. Tudo isso automatizado. Um outro exemplo de integração é o SCSM com SCCM ou SCOM, fazendo com que informações do Configuration Manager sejam utilizadas na ferramenta de Help Desk, ou alertas do SCOM virem chamados automaticamente no Help Desk. Enfim, as possibilidades são imensas.

E o melhor de tudo é que a família, praticamente inteira, vai ser atualizada para a versão 2012, trazendo diversas novidades, sempre com a intenção de tornar o gerenciamento do Datacenter cada vez mais Dinâmico.Se você se interessou pelo assunto e quer saber qual o nível de maturidade do seu ambiente, consulte um parceiro Micorosft para que eles possam executar a avaliação em sua organização.

Espero que tenham gostado deste artigo.
Até mais!