ADM de Redes

Um Blog sobre o dia a dia do Administrator de Redes e Servidores Microsoft

By

Atenção Rio de Janeiro! #ITCamp está chegando!

Olá Pessoal,

Vocês pediram e nós ouvimos… O #ITCamp está de volta à estrada! Em Agosto estivemos em Porto Alegre e o pessoal compareceu em peso!

E agora é a vez do Rio de Janeiro! No dia 08 de Outubro estaremos eu e o Fabio Hara falando sobre Nuvem Híbrida com System Center e Azure para vocês!

Para se registrar no evento, acesse: https://msevents.microsoft.com/cui/EventDetail.aspx?culture=pt-BR&EventID=1032596618&IO=NhrV30VkRKvtSo1O7%2bvCzQ%3d%3d.

Vejo vocês lá!
Aguardem que em breve teremos outras cidades também!
Até mais!

By

App de ITCamps no Brasil para Windows 8!

Olá Pessoal,

Em primeiro lugar, feliz ano novo à todos. Retomando as atividades aqui no Blog, queria compartilhar com vocês um projeto que trabalhei esses dias: Uma app para Windows 8. A app é sobre os ITCamps no Brasil.

Nela você poderá verificar a data dos próximos eventos, informações sobre os palestrantes (basicamente, eu e o Fabio Hara) e foto dos eventos já realizados.

Agora, um ponto legal é que eu não sou um developer. Basicamente o que eu fiz, foi assistir aos vídeos do MVA sobre desenvolvimento de aplicações e utilizar o Visual Studio Express com o template do App Box para criar a aplicação.Se você quer desenvolver uma App para Windows 8, eu posso dizer por experiência própria: É bem simples!

Para baixar a app acesse: http://apps.microsoft.com/windows/pt-BR/app/itcamp-brasil/936c998b-279d-4a44-8354-906e2286b761.

Até mais!

By

Quer ter um gostinho dos ITCamps?

Olá pessoal,

Há algum tempo, venho querendo fazer um webcast, principalmente em conjunto com o pessoal do grupo MTAC que tem feito um excelente trabalho. O colega Eduardo Sena, liberou uma data para eu falar um pouco sobre o Windows Server 2012… e eu resolvi dar, a quem participar, um gostinho do que estamos passando nos ITCamps.

No dia 24 de Setembro, as 20:30 eu vou apresentar um webcast sobre o Windows Server 2012 e algumas novas features. Nesse webcast vou usar todo o meu “arsenal” para fazer algumas demonstrações um pouco complexas de se ver por aí. Pretendo abordar assuntos como Virtualização, AD, Armazenamento, Redes entre outros.

Para se inscrever, acesse o link aqui.

Espero vocês neste webcast!
Até mais!

By

ITCamps estão de volta, mas fique atento!

IT Camp

Olá Pessoal,

Sim, os ITCamps estão de volta! E esse ano eu e o Fabio Hara faremos a entrega dos eventos pelo Brasil. Na verdade, já iniciamos a entrega de alguns eventos fechados.

Esse ano os ITCamps estão um pouco diferente. Para proporcionar uma melhor experiência com os produtos, e atendendo muitas requisições de quem participou em outras edições:

- Hands on Lab: Isso foi bastante pedido pelos que participaram do evento anteriormente. Em todas as cidades que pudermos, não vamos simplesmente fazer o evento. Vamos fazer o evento com Hands on Lab. A ideia é que o participantes possa colocar a mão na massa e o evento seja mais interativo.

- Talvez tenhamos um pouco menos de eventos do que no ano fiscal passado, mas ainda assim, devemos atender grande parte do território Brasileiro. Ao longo do tempo, vamos dizendo por onde estamos para que você possa participar e interagir conosco.

- Esse talvez seja um dos pontos de atenção, se você pretende participar do ITCamp em sua região. Como os eventos serão de Hands on Lab,o número de vagas está super limitado. Na verdade, quando abrirmos as inscrições para os eventos, devemos fazer alguns convites pontuais para clientes da região onde estamos indo. Após essa primeira chamada, devemos abrir para o público. Então, se você deseja participar, fique atento as chamadas!

Agora, o ponto mais legal na minha opinião, é o conteúdo do evento. Nós atualizamos o conteúdo que está sendo entregue para abordar o Hyper-V do Windows Server 2012 no tema Virtualização e colocamos também novidades do Windows Server 2012 e Windows 8. Além disso, teremos um ITCamp de Nuvem Privada com System Center 2012. Tenho certeza que quem participar vai gostar bastante.

Até mais!

By

Arquitetura do Hyper-V

Olá Pessoal,

Este post faz parte de uma série de post que eu e o Fabio Hara (www.fabiohara.com.br) estamos fazendo com conteúdo que apresentamos nos ITCamps. Para entender melhor, confira este post do Blog do Fabio Hara.

Hoje, vou falar um pouco sobre a arquitetura do Hyper-V:
Para começar, vamos entender alguns dos pré-requisitos para se instalar o Hyper-V. Quando falamos de requisitos, o primeiro que todos se lembram é que o processador tem que suportar Virtualização. Isso acontece pois o Hyper-V utiliza um anel de processamento exclusivo. Todos os processadores possuem os chamados anéis de processamento, como por exemplo o Ring 1 onde é executado o Kernel do Sistema Operacional, e o Ring 3 onde as aplicações são executadas. Quando habilitamos o suporte a virtualização na BIOS, estamos habilitando, na verdade, a utilização deste anel de processamento. Este anel de processamento também é conhecido como Ring -1 ou Ring Decompression. Todas as instruções do Hypervisor serão executadas neste anel exclusivo garantindo a performance do Hyper-V.

Porém, há algumas outras coisas a se verificar. Por exemplo, temos o Data Execution Prevention (DEP) que, por padrão já vem habilitado na BIOS e no Windows. O DEP é responsável, entre outras coisas, por garantir que uma partição não tenha acesso a outra partição. Explicaremos o que são partições em breve, mas basicamente, é onde o Sistema Operacional convidado (Guest) é instalado. Isso garante que uma máquina virtual não terá acesso a outra máquina virtual.

Há também alguns requisitos opcionais, mas que farão diferença na performance se estiverem presentes. Um exemplo é o recurso Second Level Address Translation (SLAT) (http://www.fabiohara.com.br/2012/06/16/second-level-address-translation-no-hyper-v/).

Se você trabalha com VMWare, não se preocupe com os outros drivers do seu servidor. Explicaremos isso mais a frente, mas no caso do Hyper-V, diferente do ESX/ESXi, não há uma Hardware Compatibility List (HCL) específica para Hyper-V. Se o hardware foi desenhado para Windows Server, então o driver irá funcionar com Hyper-V. Muito mais simples, certo? Isso acontece por conta da forma como a arquitetura do Hyper-V foi concebida. Veja, primeiro, a arquitetura do ESX/ESXi:

image

Nesta arquitetura, os drivers ficam dentro do Hypervisor, fazendo com que o hardware onde se instala o ESX/ESXi, tenha sido feito para ESX/ESXi. Basicamente, você só poderá instalar o ESX/ESXi em um hardware que foi homologado para esse Hypervisor. Já com Hyper-V é diferente. Veja a imagem:

Picture1

Neste modelo, os drivers ficam dentro da instalação do SO da máquina física, que após a instalação do Hyper-V, passa a se chamar Partição Pai (ou Parent Partition). Como o Windows Server já possui uma HCL (HCL gigantesca, diga-se de passagem) não faz sentido criar uma HCL para o Hyper-V. Basicamente, o que estamos dizendo aqui, é que se o Driver funciona no Windows Server, irá funcionar com o Hyper-V. Simples assim… É por isso que conseguimos fazer o Hyper-V funcionar mesmo em um notebook.

Para explicar melhor essa arquitetura, veja a imagem abaixo:

image_thumb2

Como você pode ver na imagem acima, o partição pai é a partição onde você instalou o Windows Server no Host. Quando você habilita o Hyper-V, basicamente o Windows muda sua arquitetura para que esse SO passe a se comportar como se fosse uma máquina virtual. As máquinas virtuais que você cria, são criadas nas chamadas partições filho (ou Child Partition). Alguns componentes são importantes de serem mencionados aqui:

- VSP: O Virtual Service Provider é responsável por receber as chamadas feitas pelas partições filho na partição pai. É ele que é responsável por fazer com que as partições filho tenham acesso correto ao hardware, utilizando os drivers corretamente. Repare que ele opera em modo Kernel na partição pai, isso garante a performance.

- VMBus: O VMBus é um barramento de alta velocidade (opera em modo kernel) que faz as passagens entre as partições. Ele é o canal de comunicação entre o VSC e o VSP.

- VSC: O Virtual Service Client é o componente dentro do Sistema Operacional convidado que intercepta o acesso ao Hardware e faz a solicitação, via VMBus, ao VSP na partição pai. Ele também opera em modo Kernel, mas isso só acontece se você instalar o Integration Components (IC) na partição convidada. (Servidores Windows Server a partir do Windows Server 2008 já possuem IC instalado)

Para facilitar o entendimento, basicamente, o que acontece é que se você está rodando uma máquina virtual Windows Server com o IC instalado, quando uma aplicação faz uma chamada para o hardware, o VSC irá interceptar esta chamada e fazer o acesso via VMBus para o VSP na partição pai. O ponto mais importante aqui é entender que todo este processo ocorre em Kernel Mode. Ou seja, em teoria, a VM terá a mesma performance que uma máquina física neste operação.

No caso de um SO Guest onde você não consegue instalar o IC, esse processo acima não ocorre. Neste caso, o que acontece é que quando uma aplicação faz a chamada ao Hardware, o SO guest vai abrir um processo em modo usuário na partição pai. Como o processo foi levado ao modo usuário, há degradação na performance neste caso.

É importante frisar uma coisa aqui: Um Windows NT pode rodar em Hyper-V e provavelmente com performance melhor do que se estivesse rodando em um servidor antigo, da época do Windows NT. Porém, esse Windows NT nunca terá a mesma performance que um outro SO que você consegue instalar o IC corretamente.

Para entender o que acontece no SO Guest quando você tem o IC instalado ou não, veja a imagem abaixo:

image_thumb3

Quando o IC está instalado (imagem a direita) o dispositivo é listado no Device Manager como Microsoft VMBus. Isso comprova que o IC foi instalado e o dispositivo está sendo reconhecido.

Você deve estar se perguntando agora, e Linux? Para Linux também há o Integration Services. O IS para Linux é o paralelo ao Integration Components para Windows. Quando uma aplicação dentro do SO Guest Linux faz uma chamada para o hardware, também há um VSC para Linux que faz o mesmo papel do VSC em um SO Guest Windows. E assim como em um Guest Windows, no Guest Linux tudo isso ocorre em modo Kernel. Na verdade, isso significa que o SO Guest Linux terá a mesma performance que um SO Guest Windows.

Espero que as informações acima tenham ajudado a entender melhor a arquitetura do Hyper-V. Até mais!