ADM de Redes

Um Blog sobre o dia a dia do Administrator de Redes e Servidores Microsoft

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Microsoft Virtual Machine Converter 3.0!

Olá Pessoal,

Saiu a versão 3.0 do Microsoft Virtual Machine Converter. O MVMC é a solução da Microsoft para conversão de VMs em Hosts VMware para Hyper-V ou Azure. Neste versão, tem uma funcionalidade nova de P2V (Conversão de Physical to Virtual) que estava no System Center Virtual Machine Manager 2012 SP1 e foi removida na versão R2.

Agora os clientes podem utilizar esta solução mesmo sem ter o System Center em seus ambientes. Para baixar o MVMC 3.0, acesse: http://www.microsoft.com/en-us/download/details.aspx?id=42497.

Até mais!

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O futuro do Datacenter pela Microsoft!

Olá pessoal,

Sim, sim… o Windows 10 foi anunciado ontem. E você pode ficar de olho nesta página se você quiser ter acesso ao SO em sua versão Technical Preview: http://windows.microsoft.com/en-us/windows/preview-coming-soon.

Mas quando anunciamos um produto como o Windows, é comum outros anúncios passarem desapercebidos. E como o foco deste humilde Blog é Administradores de Redes e Sistemas, o anúncio que queria dar destaque aqui é o Futuro do Datacenter pela Microsoft.

Ontem, o time de Server & Cloud fez um Blog Post com algumas informações sobre o que está por vir no Windows Server e System Center. Informações quentes! Se você quer conferir, acesse: http://blogs.technet.com/b/server-cloud/archive/2014/09/30/an-early-look-at-the-future-of-the-datacenter-from-microsoft.aspx.

Queria destacar aqui as novidades que foram anunciadas:

Infrastructure upgrades: Rolling upgrades for Hyper-V clusters to the next version of Windows Server without downtime for your applications and workloads. This includes support for mixed versions as you transition your infrastructure.

Networking:  New components for our software-defined networking stack that enable greater flexibility and control, including a network controller role to manage virtual and physical networks.

Storage: New synchronous storage replication that enhances availability for key applications and workloads plus storage Quality of Service to deliver minimum and maximum IOPS in environments with workloads with diverse storage requirements.

Remote Desktop: Enhanced application compatibility with OpenGL and OpenCL support.

Identity and Access Management: New scenarios to reduce the risk profile of administrators with elevated rights, including time-based access with fine-grained privileges, and new application publishing capabilities.

Como você pode perceber, são apenas citações do que será colocado no produto final. Ainda hoje, 01 de Outubro, os Bits dos produtos serão liberados também em modelo de Technical Preview. Assim que os mesmos estiverem disponíveis, este post será atualizado! Então fique de olho!

Até mais!

Update 01: O Windows Server Technical Preview já está disponível na galeria de imagens do Microsoft Azure:

Update 02: Documentação Técnica disponível no TechNet Library: http://technet.microsoft.com/en-us/library/dn765472.aspx.

Update 03: Windows Server Technical Preview e System Center Technical Preview, exceto SCCM, estão disponíveis via MSDN Subscriber Downloads.

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Quer cursos de Nuvem Privada Microsoft?

Olá Pessoal,

Muita gente me pergunta sobre cursos de System Center e Nuvem Privada e realmente estes cursos não são tão comuns como cursos de Windows Server e até Hyper-V. Resolvi então (Com a ajuda do Fabio Hara) fazer um apanhado dos cursos de System Center que estão focados em Nuvem Privada no MVA:

Proteção de Dados e Servidores em ambiente de Nuvem Privada – Aqui.

Nuvem privada: alta disponibilidade e recuperação – Aqui.

Gerenciamento de Infraestrutura de Updates para Nuvem Privada – Aqui.

Gerencie dispositivos com o System Center 2012 – Aqui.

Automatize processos com System Center Orchestrator – Aqui.

São boas horas de estudo, então aproveite!
Até mais!

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NUMA e Dynamic Memory no Hyper-V.

Olá Pessoal,

Hoje estava conversando com meu irmão sobre NIC Teaming em um ambiente de Hyper-V em Cluster, e depois de discutirmos isso fomos olhar outras configurações e uma das coisas que me chamou a atenção era a configuração de Hardware dos Hosts. No caso do servidor em questão é um servidor com 2 Processadores, 12 Núcleos e 24 Logical Processors com 128 GB de RAM. Um servidor de respeito. Veja abaixo: (Obs.: Isso é um Hyper-V Server rodando em produção)

Na tela acima você pode verificar, além da configuração de Processador e Memória, que o gráfico de processador está dividido em 2. Isso por que foi selecionado a opção de mostrar NUMA Nodes.

Neste Cluster rodam diversas VMs e algumas delas com configurações grandes, como por exemplo uma VM, que roda uma aplicação importante, e tem 12 Virtual Processors e 32 GB de RAM. Quando temos configurações grandes como esta, é importante tomar cuidado com alguns detalhes. No caso desta máquina, por exemplo, veja a configuração:

Repare que a VM tem 12 Virtual Processors. Veja o que acontece quando colocamos 13 Virtual Processors:

V vai utilizar o que chamamos de vNUMA (Virtual NUMA) onde a VM recebe a informação de que ela está operando em NUMA, podendo a aplicação tomar a “melhor decisão” de onde colocar os processos e escrever em memória. Mas voltando ao assunto, vNUMA não é suportado com Dynamic Memory. Por isso, se você tentar alterar a configuração de UMA para NUMA, o Dynamic Memory não pode ser utilizado.

De fato, se a aplicação não é NUMA aware, o ideal é o modelo UMA, pois assim evita-se problemas de desempenho na VM. A questão então é identificar quanto uma VM pode ter de tamanho dentro de um Host para que não mude a arquitetura para NUMA. Para isso, você pode verificar o seguinte:

Na imagem acima, está indicado que a VM está configurada para utilizar 2 NUMA Nodes, e que um único NUMA Node dentro deste Host possui 12 Processors e 64GB de RAM.

Espero ter ajudado com esta dica.
Até mais!

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Novas versões Linux suportadas em Hyper-V!

Olá Pessoal,

Depois do último post sobre Licenciamento de Máquinas Virtuais Linux em Hyper-V, algumas pessoas me questionaram sobre o que é realmente suportado no Hyper-V. A primeira informação importante, antes de falar sobre isso é esclarecer que: Uma coisa é funcionar, outra é suportar.

Funcionar, significa que você vai instalar um SO ou aplicação em uma VM no Hyper-V e tudo vai funcionar. De fato, provavelmente a maior parte dos SOs que você tentar instalar no Hyper-V, vai funcionar. E se o SO funcionar, é mais provável ainda que a aplicação funcione. Agora, o suporte é outra coisa.

Suportar, significa que se você tiver algum problema após a instalação, a Microsoft vai ajudar você a resolver o problema de sua VM com o Hyper-V. Muitos fornecedores, se aproveitam destas terminologias e dizem que “suportam” diversas distribuições Linux/Unix e até mesmo versões de Windows que não são suportadas nem pela própria Microsoft.

Tudo isso, é para dizer que recentemente nós alteramos a matriz de suporte para Linux com Hyper-V. Se você tem Máquinas Virtuais Linux e gostaria de rodar com Hyper-V, não deixe de conferir a documentação de suporte: http://technet.microsoft.com/en-us/library/dn531030.aspx.

Até mais!

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Licenciamento Máquinas Virtuais Linux em Hyper-V.

Olá Pessoal,

Há algum tempo venho colocando algumas informações sobre Licenciamento de Windows Server e System Center. E uma pergunta me foi feita diversas vezes, então resolvi fazer um post só para esclarecer o assunto.

A pergunta é: Se eu tenho um Host com Hyper-V e/ou Windows Server, quantas VMs Linux eu posso utilizar neste Host e qual Licença de Windows Server eu preciso?

A resposta é simples, na verdade. Quantas você quiser e nenhum licença! :D

Veja: O Windows Server tem a opção de Função do Hyper-V. Isso quer dizer que você pode instalar o Windows Server 2012 R2, por exemplo, e habilitar a função do Hyper-V, tornando esse Host um Host de Virtualização. Porém, como você instalou o Windows Server no Host, você precisa pelo menos licenciar os processadores deste Host (Lembre que cada licença do Windows Server cobre 2 processadores). Uma opção muito melhor é utilizar o Microsoft Hyper-V Server que pode ser baixado de graça do site da Microsoft aqui.

Do ponto de vista técnico, o Hyper-V Server tem todas as features de virtualização do Hyper-V que está no Windows Server, sendo que a única diferença é que este Sistema Operacional não tem interface gráfica, mas ele pode ser gerenciado remotamente de qualquer máquina que tenha o RSAT instaldo (Windows 8.1, inclusive).

Já do ponto de vista de licenciamento, o Hyper-V Server não dá direito de Virtualização de Máquinas Virtuais com Windows Server. Veja que a frase anterior é bem específica: VMs com Windows Server! Isso não quer dizer que você não pode instalar VMs com qualquer outro Sistema Operacional que você tenha licenciado com o fornecedor do mesmo. De fato, você pode criar até 1024 VMs por Host de Virtualização para manter o suporte técnico da Microsoft. Mas o licenciamento do Sistema Operacional, não Microsoft, é de sua responsabilidade.

A grande diferença é que se você tem uma licença de Windows Server, você consequentemente tem um número de Máquinas Virtuais Windows Server que você pode instalar. Se for Windows Server 2012 R2 Standard são 2 Máquinas Virtuais Windows Server 2012 R2 por Host. Se for Windows Server 2012 R2 Datacenter são ilimitadas Máquinas Virtuais Windows Server 2012 R2 por Host. Agora, independente disso, você pode instalar quantas Máquinas Virtuais Linux quiser em um Host Hyper-V. Se no seu caso, você não vai ter VMs com Windows Server, apenas Linux, então você não precisa da licença de Windows Server… Use o Hyper-V Server. (Vale lembrar que dependendo da distribuição Linux, você precisa licenciar com o fornecedor da distribuição)

Espero que tenham gostado da dica!
Até mais!

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Evento Gratuíto Online! Virtualization Jump Start!

Olá Pessoal,

No próximo dia 19/02 o pessoal da Microsoft Corp vai fazer um evento online e gratuito, o Virtualization Jump Start. O evento vai abordar recursos de virtualização do Windows Server 2012 R2 e Virtual Machine Manager 2012 R2. Será um dia inteiro de evento transmitido diretamente de Redmond e será apresentado pelos experts em Virtualização Symon Perriman e Matt McSpirit.

O conteúdo do evento é de primeira, veja:

• Introduction to Microsoft Virtualization
• Host Configuration
• Virtual Machine Clustering and Resiliency
• Virtual Machine Configuration
• Virtual Machine Mobility
• Virtual Machine Replication and Protection
• Network Virtualization
• Virtual Machine and Service Templates
• Private Clouds and User Roles
• System Center 2012 R2 Data Center
• Virtualization with the Hybrid Cloud
• VMware Management, Integration, and Migration

Como o evento será transmitido de Redmond,WA o horário será um pouco estranho. O evento inicia às 14:00 e termina às 22:00 (Horário de Brasília). Para se registrar no evento, acesse o link http://aka.ms/virtDC.

O legal é que eu estarei (em parte do evento) trabalhando no Q&A. Então se você tiver alguma dúvida sobre o conteúdo apresentado fique à vontade para enviar sua pergunta que eu posso ser um dos que irá responder.

Até mais!

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Opções de Storage para Hyper-V – Parte 3

Olá Pessoal,

Este é o último post da série de posts sobre storage para empresas de pequeno e médio porte. E para finalizar, vamos falar sobre o que talvez seja a solução mais simples para empresas pequenas e médias. Estamos falando do SMB3. Se você não sabe o que é SMB, recomendo dar uma olhada aqui. Para simplificar, quando você compartilha uma pasta no Windows Server 2012 ou 2012 R2, você pode utilizar CIFS ou SMB3. Caso você opte por SMB3, este compartilhamento também pode hospedar alguma aplicação, que pode ser Hyper-V, SQL ou arquivos tradicionais. No caso do Hyper-V, isso significa que você pode armazenar uma máquina virtual em um caminho como \\nomedoservidor\compartilhamento\.

Antes de falar do SMB3, vamos dar uma olhada nos recursos de storage que grandes corporações tem acesso com dispositivos de alta performance:

- Storage Tiering
- Data deduplication
- RAID resiliency groups
- Pooling of disks
- High availability
- Persistent write-back cache
- Copy offload
- Snapshots

Todos os recursos acima, tradicionalmente, ficam disponíveis apenas em dispositivos de storage extremamente caros. Estes recursos permitem que as organizações tirem o máximo proveito de sua arquitetura de armazenamento, mas apenas grandes empresas conseguem acesso a estes recursos pois estes dispositivos tem um custo muito elevado.

O interessante disso tudo é que você já viu nos posts anteriores, que existem opções de baixo custo bem interessantes que permitem que você utilize o Hyper-V com recursos de storage que apenas grandes empresas poderiam ter acesso. Já o SMB3, comparativamente, não vai trazer muitas novidades. Vejam:

A grande diferença está na implementação. A implementação de um storage SMB3 com todos estes recursos é extremamente simples e, diferente de FC e iSCSI, não há necessidade de hardware especial. (Obs.: iSCSI em teoria não precisa de hardware especial, mas você só poderá usufruir de todas as capacidades com hardware iSCSI)

Para ajudar vocês a entenderem os benefícios do SMB3, separei alguns links:

- SMB 3.0 Features: http://support.microsoft.com/kb/2709568/en-us
- Hyper-V com SMB3: http://blogs.technet.com/b/yungchou/archive/2012/09/10/windows-server-2012-hyper-v-over-smb-explained.aspx
- Scale out File Server: http://blogs.technet.com/b/filecab/archive/2013/12/05/to-scale-out-or-not-to-scale-out-that-is-the-question.aspx

Além dos links acima, separei alguns também que são interessantes, já que estamos trazendo para dentro do Windows Server algumas funções de storage:

- Storage Spaces: http://technet.microsoft.com/en-us/library/hh831739.aspx
- Deduplicação de Dados: http://blogs.technet.com/b/filecab/archive/2012/05/21/introduction-to-data-deduplication-in-windows-server-2012.aspx

E para fechar, um documento com todas as features de Storage do Windows Server 2012 R2: http://download.microsoft.com/download/9/4/A/94A15682-02D6-47AD-B209-79D6E2758A24/Windows_Server_2012_R2_Storage_White_Paper.pdf

Espero que tenham gostado de todo o conteúdo desta série de posts.
Até mais!

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Opções de Storage para Hyper-V – Parte 2

Olá Pessoal,

Continuando a nossa conversa sobre opções de Storage para Hyper-V para empresas de pequeno e médio porte, hoje vou descrever um pouco sobre storage iSCSI. Você pode se perguntar: Mas Vinícius, você não disse empresas de pequeno e médio porte? Sim. Deixe-me explicar:

Quando começamos a falar sobre protocolos de Storage para empresas pequenas e médias, o medo do custo muitas vezes faz com que essas empresas nem validem opções muito interessante de storage. Obviamente, um dispositivo de storage é muitas vezes uma excelente opção por questões de performance, confiabilidade e etc, mas também, muitas vezes proibitivo por questões de custo.

Porém, um dos recursos nativos do Windows Server 2012 e 2012 R2 é o iSCSI Target Server. Com este recurso, você pode transformar um servidor em um storage com diversos recursos que pequenas empresas só teriam acesso fazendo o investimento em um dispositivo com custo mais elevado. Obviamente, você deverá dedicar um servidor para isso, mas a ideia é ter um storage de baixo custo com recursos que seriam inimagináveis para estas organizações. Veja os benefícios da utilização de um iSCSI Target Server com Windows Server 2012 R2:

Um ponto extremamente importante para que o acesso ao storage não seja prejudicado e impacte na performance das VMs, é o desenho da infraestrutura. Um dos fatores que faz com que as gandres corporações tenham uma excelente performance em dispositivos de storage é que elas dedicam um tempo e investimento no desenho desta infraestrutura. Obviamente, pequenas e médias empresas não tem as mesmas opções, mas nem por isso uma solução de iSCSI Target via Windows Server será pior. Muito pelo contrário. Em alguns casos a flexibilidade de configurações do Windows Server é um dos benefícios para estas pequenas e médias empresas.

Dois pontos são importantes aqui: O primeiro é que o acesso ao servidor iSCSI será feito via rede. Isso não significa que você vai colocar o tráfego de acesso ao storage no mesmo local do acesso a rede tradicional. Isolamento de tráfego é essencial. Hum, você irá pensar: “Complicou”. Não, fique calmo. Para resolver esse problema, é importante que você conheça um conceito chamado “Converged Network”. Apesar do nome complexo, o conceito é bem simples:

Numa rede tradicional, para que você possa isolar o tráfego dentro de um servidor, você vai colocar placas de rede dedicadas para um tráfego. Neste modelo, você teria pelo menos uma placa para o tráfego iSCSI. No modelo converget network, você terá placas de rede em Teaming (agrupadas) e placas de rede virtuais em cima deste teaming, sendo uma placa de rede virtual para cada tráfego. Além disso, uma coisa que você deve fazer é aplicar uma prioridade para cada tráfego, isolando e priorizando assim o tráfego importante. Veja o modelo abaixo:

Um ponto importante: Na imagem você tem 4 placas de 10Gbps. Mas esse conceito pode ser aplicado com 2 placas de 1Gbps. Para conhecer algumas formas de fazer essa configuração, separei alguns links:

- Building A Converged Fabric with Windows Server 2012 PowerShell
- Windows Server 2012 Hyper-V Converged Fabric

Depois que você finalizou o desenho de acesso ao storage, há outro item não menos importante: Configurar o Storage. Esse procedimento é bem simples. E para não deixar esse post muito longo, e utilizar recursos já existentes no TechNet, vou deixar aqui o link de como montar seu storage iSCSI Target no Windows Server 2012 R2.

Espero que tenham gostado do post. No próximo post vamos ver os benefícios de outra opção de storage para Hyper-V, o SMB3.
Até mais!

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Opções de Storage para Hyper-V

Olá Pessoal,

Esses dias, entrei em uma discussão sobre opções de Storage para pequenas e médias empresas que não tem budget para adquirir um dispositivo de storage de alta capacidade e performance. A discussão colocava ainda a opção da VMware com o vSphere Virtual Appliance (VSA). Não quero entrar aqui no mérito de o que é melhor, Fiber Channel, iSCSI ou SMB3, mas sim colocar as opções de storage de baixo custo para pequenas e médias empresas.

Quando falamos de pequenas e médias empresas, normalmente são casos onde qualquer investimento tem que ser muito bem pensado pois, 1: Provavelmente este investimento será o único em um bom tempo e 2: Por conta desta falta de investimento, você terá que conviver por um longo período com as ferramentas disponíveis.

No caso do Hyper-V, temos algumas opções de storage que vão desde o mais simples até ambientes bem complexos e consequentemente mais caros. Vamos analisar as opções:

- Disco Local do Servidor:
Essa é a opção mais simples que você pode encontrar. Utilizar discos locais para armazenar as VMs. Obviamente, você terá algumas limitações, mas mesmo assim você pode ter uma performance satisfatória. E com tecnologias do Windows Server 2012 R2, pode extrair mais deste ambiente do que parece. A recomendação é que você possa pelo menos isolar os discos do servidor para que a performance da VM não seja influenciada pelo Host e vice-versa. Veja as possibilidades:

Para muitas empresas, executar as Máquinas Virtuais em discos locais é o suficiente. Veja que recursos importantes como Redundância de Discos, Hyper-V Replica e outros estão disponíveis mesmo nesta opção. É a partir daqui que a discussão começa a variar, dependendo do ponto de vista. Veja por que:

A VMware tem uma solução de Storage chamada VSA. O VSA existe pois no modelo de funcionamento de storage de um Host ESXi, para que uma VM seja visível a mais de um Host e você possa ter HA, vMotion e etc, o storage tem que ser compartilhado. A opção é ter um storage compartilhado, que na VMware pode ser Fiber Channel, FCoE, iSCSI ou NFS. Porém para muitas empresas, isso sai muito caro. Com isso, empresas SMB podem utilizar o VSA. Veja que o VSA deve ser licenciado a parte e só está disponível a partir do Essentials Plus, o que nos coloca de novo na posição complicada de budget disponível.

O que o VSA faz é apresentar uma unidade lógica para o Datastore acessível ao host ESXi, mas atrás deste datastore você tem discos locais de servidores distintos. Se um dos servers cai, a VM está rodando em um Datastore compartilhado e o processo de HA entra em funcionamento. No meu ponto de vista, vejo um problema básico nisso. A replicação desse storage é síncrona! Isso significa que, via rede, a VM vai gravar em 2 discos de 2 servidores distintos. Isso pode afetar a performance, mas por se tratar de uma solução para pequenas e médias empresas, pode não ser um problema. Além disso, se você fizer o desenho correto da infraestrutura, esse problema pode ser controlado, mas novamente requer investimento.

Colocando aqui o meu ponto de vista: A partir do momento que HA se torna uma obrigatoriedade e um investimento é necessário, a questão toda já está errada no desenho dessa solução, pois você está usando os discos do servidor que também é o Host de Virtualização. Isso só faz sentido em empresas que tem 2 servidores e o investimento em um terceiro servidor está completamente fora de questão. Para mim, um desenho correto de solução de HA começa com 3 componentes: 2 Hosts e 1 Storage. Esse storage pode ser um dispositivo de storage ou um servidor mesmo.

Para não deixar esse post muito longo, vou parar por aqui e continuar em um segundo post. No próximo post vamos explorar as opções de Storage nativas no Windows Server.
Fique à vontade para fazer comentários e colocar sua opinião também!

Até mais!